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sábado, 31 de julho de 2010

Marcelo Tas avisa: ‘Não vão me intimidar’

Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, apresentador do CQC critica regra que proíbe que candidatos sejam ridicularizados, mas alerta: “Não amarelei na ditadura, não vou amarelar agora”


Marcelo Tas, do CQC, critica regra que limita programas humorísticos nas eleições. Mas avisa: não ficará intimidado












Apresentador do programa Custe o que Custar (CQC), da Rede Bandeirantes, o jornalista Marcelo Tas diz estar assombrado com a resolução 23.191/09 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão, publicada em dezembro do ano passado, mas com efeitos nestas eleições, colocou limites para a cobertura jornalística, proibindo trucagem, montagem e recursos que possam ridicularizar candidatos, partidos políticos ou coligações.

Na prática, isso atinge em especial os programas humorísticos, que satirizam os políticos. O CQC, por exemplo, cria várias situações que os deixam expostos. E, com frequência, reforçam tais situações com trucagens em que o entrevistado, por exemplo, ganha nariz de Pinóquio ou leva uma bordoada na cara.


O Congresso em Foco conversou com o jornalista, considerado um dos representantes do humor político na atualidade. A regra do TSE já impôs limitações ao CQC. Os cartunistas do programa, encarregados de fazer as montagens na figura dos entrevistados, acabaram afastados de todo o material produzido para as eleições de outubro. Mas a previsão é que a ausência de recursos gráficos seja substituída por uma cobertura ainda mais ousada, porém com o pé na Lei eleitoral, destaca o próprio apresentador.

Para Marcelo Tas, criar regras que inibem tais programas trazem prejuízo, principalmente, para o próprio eleitor. O apresentador é categórico nas ponderações sobre a Lei eleitoral. Para ele, a legislação tem aspectos positivos, mas também peca e cria a ameaça da cobertura eleitoral amordaçada. Ele, porém, avisa: a regra não vai intimidá-lo nem limitar o CQC: “Não estou amarrado. E não devemos nos intimidar com a resolução”.

Multa

Pela resolução, a emissora de televisão que descumprir a regra estará sujeita ao pagamento de multa no valor de R$ 21.282,00 a R$ 106.410,00 duplicada em caso de reincidência. Os casos deverão ser julgados nos Tribunais Regionais eleitorais Eleitorais e poderão ser encaminhados ao tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem submetidos ao julgamento da corte.

Conheça aqui a íntegra da resolução do TSE

Veja aqui a íntegra da lei eleitoral

Outros programas de peso, e que adotam a mesma linha, também sofreram baixas em função das regras previstas pela Lei Eleitoral. O Casseta e Planeta Urgente, de Rede Globo, também deixou de lado as piadas ácidas envolvendo presidenciáveis. Embora não utilize efeitos gráficos e recursos para reforçar a sátira, o programa preferiu economizar na dose de humor contra políticos para não correr o risco de amargar um multa aplicada pela Justiça eleitoral.

Ernesto Varela

Precursor da mistura política e humor, o jornalista Marcelo Tas criou o repórter fictício chamado Ernesto Varela, nos anos 80. Varela era um repórter independente que, com seus óculos de armação vermelha, saía com o seu fiel câmera Valdeci e se enfiava em todo tipo de lugar para fazer justamente as perguntas que todo mundo tinha na cabeça, mas não tinha coragem ou não podia fazer.




Ainda durante a ditadura militar, Marcelo Tas já ousava encarnando o repórter Ernesto Varella. Varella, por exemplo, chegou na frente de Paulo Maluf quando ela era candidato à Presidência no Colégio Eleitoral enfrentando Tancredo Neves e perguntou, na lata: “O senhor é ladrão”?

Nesta entrevista ao Congresso em Foco, o apresentador do CQC abordou diversos pontos da eleição. Além de avaliar a resolução do TSE, Marcelo Tas faz uma crítica aos rumos da campanha eleitoral. Para ele, a ausência de debate é o mal que assola a eleição, que passou a ser protegida pelos instrumentos legais. O apresentador também faz críticas ácidas a personagens importantes, como o deputado José Genoino (PT-SP), e compara o período de ditadura com a atual democracia, ainda em processo de amadurecimento, como ele mesmo afirma.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Congresso em Foco - Como você avalia a determinação do TSE de impor limites à cobertura humorística nas eleições?
Marcelo Tas
- Para mim, falando de uma maneira muito direta, isso é uma limitação da liberdade de expressão. Porque numa eleição, o cartunista, por exemplo, é uma figura importante. Não só para fazer humor, mas para provocar debate. Aquele debate na rua, na padaria, no boteco. O humor é um gatilho que dispara a inteligência das pessoas. É uma lente que faz você enxergar a realidade, distorcida, é claro. Mas isso não deixa de ser realidade. É uma maneira de você provocar o assunto eleição. Então, eu lamento profundamente. Acho uma agressão à inteligência do eleitor. E até uma agressão aos jornalistas. Dizer para nós jornalistas não podemos fazer perguntas bem humoradas aos candidatos é um tratamento dado para uma criança. É como se a gente não soubesse fazer o nosso trabalho e precisasse de alguém para regulamentar a natureza das perguntas.

E como ficará a rotina de trabalho do CQC e outros programas que misturam humor e política? Haverá mais cautela nas eleições? O que muda em efeitos práticos?
Nós estamos muito atentos, com todo o suporte do setor jurídico da Band, para cumprir rigorosamente o que está na Lei. Ou seja, espaço equânime aos candidatos. Não abrir mão do direito de resposta. Mas, infelizmente, os nossos cartunistas não estão mais trabalhando. No CQC, nós temos uma equipe de cartunistas que fazem aqueles desenhos sobre a figura dos entrevistados. E os nossos cartunistas não estão trabalhando no nosso material de campanha eleitoral. Só nas outras reportagens. Eu acho isso lamentável. Porque a expressão do profissional fica tolhida. Nós somos o país do Angeli, do Chico Caruso, que são figuras atuantes nas eleições. Quantas vezes a gente não viu uma caricatura do Lula, dos generais na época da ditadura. Quantas vezes, eu mesmo, moleque, fui impactado pela caricatura de um general, isso durante a ditadura, veja você. Nesse período, os cartunistas podiam comentar, através da sua arte, a política. E agora, em plena democracia, eles não podem. Eu fico assombrado com essa falta de liberdade. Fico envergonhado como cidadão.

A ideia de impor limites à cobertura nas eleições foi pautado pelo Congresso Nacional, ano passado, durante a discussão da mini-reforma eleitoral. Candidatos que agora disputam a reeleição defenderam, publicamente, os limites na cobertura eleitoral. O que você acha disso?
Eu acredito que esses parlamentares e candidatos, que tentam limitar o acesso da população à informação, agem com um DNA muito antigo, que é o DNA do coronel-controlador. Esse comportamento ainda está muito vivo no Brasil. É o coronel que é dono da rádio, dono da televisão, dono do jornal. É um cara que não admite a liberdade de informação que a gente vive hoje, sobretudo com a internet. Esse tipo de coronel está sendo varrido do mapa pela história. Mas é claro que como ele ainda controla muitos veículos nos seus currais eleitorais. Ele quer agora decretar o fim da liberdade na internet. Pois ele acha que a internet é como o curral antigo e analógico que ele tem lá na cidade dele. Mas não é! Agora, eu confio no bom senso da Justiça brasileira.

A conversa já está encerrada e não cabe contestação, na sua avaliação?
Então ... Nós no CQC não contestamos a lei. A gente obedece a Lei. E não estamos procurando fazer uma cobertura que fira essa lei. Mesmo protestando agora como eu estou fazendo com você. Mas a gente acredita que há forma, não de burlar a lei, mas de cobrir as eleições apostando na inteligência dos candidatos, dos partidos e evidentemente dos eleitores. Porque a gente acredita que o eleitor tem interesse, sim, na política. Ele não tem interesse é naquela política formal, amordaçada e controlada. O brasileiro tem interesse, sim, nos rumos da vida dele e da sociedade. É por isso que esse tipo de limitação, na minha visão, só prejudica mais a participação da sociedade. Esse tipo de regulamentação da legisalação eleitoral, na minha visão, afasta ainda mais aquele cara que já estava cansado daquela mesma conversa. O debate eleitoral pode ser equilibrado sem deixar de ser respeitoso. Isso é exatamente o que eu acredito que a gente faça no CQC, mesmo criticando os candidatos e partidos. A gente os trata com respeito. E a gente é, sobretudo, um veículo para que eles se comuniquem com uma fatia importante do eleitorado.

Essa regra pode gerar ações contra o CQC na Justiça? Isso pode levar vocês a meterem o pé no freio?
Bom ... eu vou te dizer uma coisa. Se eu não amarelei quando tava o [general João] Figueiredo lá de presidente, eu não posso amarelar agora quando ta lá um presidente, que pra mim, representa uma pessoa que era contra os generais. Eu não quero acreditar que agora, quando o Brasil passa por uma democracia, relativamente madura, a gente vai poder ter esse tipo de medo. Ou de repressão. E eu, veja bem, estou aqui reconhecendo a importância de regular os excessos. Da picaretagem, da malícia, da criação de fatos manipulados e mentirosos. Eu acho que isso tudo tem que ser punido. Como, aliás, já aconteceu em outras eleições. Os tais dossiês, os tais vídeos apócrifos. Agora, a liberdade de crítica e debate, ela não pode ser limitada.

As eleições mal começaram e a gente sente os primeiros sinais da ausência de debate. Apenas o roteiro da acusação e denúncia. A ausência do humor não torna ainda mais caótico o pleito desse ano?
Eu acho que nós, jornalistas, não podemos fazer como os jogadores da Seleção, que botaram a culpa na Jabulani, entendeu? Não podemos botar a culpa no eleitor, na lei eleitoral. Nós temos o papel de aquecer esse debate, de questionar os candidatos. Eu acredito que o eleitor está cansado do papo furado. O eleitor não quer perder tempo com o horário eleitoral, que tem os marqueteiros falando que o mundo é todo azul, que os candidatos são lindos. Que ninguém faz plástica. Que ninguém usa peruca. Que ninguém tem disfunção erétil. Ou seja, é aquele mundo perfeito. O eleitor quer justamente o debate. Eleição, pra mim, é debate de idéias. Debate de planos, de tudo. Tem que ser um debate livre.

Mas, pelo caminhar das eleições, já percebemos que o debate está totalmente ofuscado pelas estratégias de enfrentamento e guerra verbal entre tucanos e petistas. Você tem a mesma impressão?
Eu não estou aqui defendendo candidato nenhum, mas o candidato Índio [da Costa, vice de José Serra], por exemplo, vai lá e acusa o PT de ligações com a FARC. A reação do PT é abrir um processo no tribunal da Corte Suprema. Isso que eu acho a loucura brasileira. Essa, na verdade, seria a hora do PT rebater respondendo. Debatendo a posição dele diante das FARC. E não resolver uma questão ideológica com processo. O Brasil é o único país onde isso acontece. É um tremendo retrocesso a gente achar que a democracia brasileira vai crescer porque agora a gente pode ficar processando uns aos outros. É o contrário. Isso não acontece na França, nos Estados Unidos ou na Inglaterra: um partido ser acusado e ele apresentar um processo porque alguém deu aquela declaração. Esse, na verdade, deveria ser o momento do debate. Dos esclarecimentos públicos. E não de abrir um processo para que o juiz decida se aquilo foi ou não agressão.

Pela forma como o TSE se posicionou sobre a Lei eleitoral, podemos dizer então que essa eleição será marcada pela a ausência de humor. O limite imposto intimidará as coberturas?
Eu sou um rapaz relativamente velhinho já. Cobri as diretas já. E acredito que não seja a hora, depois de tantos anos, de temermos a democracia. Ou de uma emissora ter medo da multa. Se não, é aquele jogador que não entra em campo porque tem medo do cartão amarelo ou vermelho. Uma emissora ou rádio, que tem a consciência que ela faz uma cobertura equilibrada, mesmo que seja ousada, como faz o CQC, terá consciência que faz dentro da Lei, com justiça, com bom senso, e sobretudo, aberta à crítica, que é o nosso ponto principal do CQC. O CQC está aberto o tempo inteiro para ele ser criticado inclusive pelos políticos. O [José] Genoino [deputado do PT de São Paulo], por exemplo, não fala com a gente, mas o microfone está permanentemente aberto. Inclusive para ele explicar o fato de não falar com a gente. E para mim, o Genoino é um símbolo dessa ignorância e postura autoritária. Quer dizer, ele, que para mim, eu falo inclusivamente isso pessoalmente, era o símbolo de um cara bem humorado, pois já o entrevistei várias vezes. O Genoino era o porta voz da esquerda na direita. Era ele quem falava com Delfim, ACM. Ou seja, ele era o parlamentar na acepção da palavra. Mas virou uma pessoa autoritária, amarga, e preconceituosa com relação ao humor.

Você encara a decisão do TSE como uma espécie de censura, que te deixou amarrado para a cobertura jornalística das eleições desse ano?
Eu não estou amarrado. E sugiro que ninguém deva se sentir amarrado. Por que se não, quando eu fazia reportagem em plena ditadura e o Figueiredo era o presidente, iria me sentir mais amarrado ainda. Eu não posso me sentir amarrado com a democracia atual e vigente no país. Acredito muito no bom senso do Serra, da Dilma, da Marina, do Plínio, de entenderem que nós devemos celebrar uma festa democrática. Se não, para que a gente fez todo esse avanço?

Thomaz Pires

Congresso em Foco



Relembre o Reporter Ernesto Varela


http://www.youtube.com/watch?v=fS4WWOIgzUQ


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Marcelo Tas avisa: ‘Não vão me intimidar’

Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, apresentador do CQC critica regra que proíbe que candidatos sejam ridicularizados, mas alerta: “Não amarelei na ditadura, não vou amarelar agora”


Marcelo Tas, do CQC, critica regra que limita programas humorísticos nas eleições. Mas avisa: não ficará intimidado












Apresentador do programa Custe o que Custar (CQC), da Rede Bandeirantes, o jornalista Marcelo Tas diz estar assombrado com a resolução 23.191/09 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão, publicada em dezembro do ano passado, mas com efeitos nestas eleições, colocou limites para a cobertura jornalística, proibindo trucagem, montagem e recursos que possam ridicularizar candidatos, partidos políticos ou coligações.

Na prática, isso atinge em especial os programas humorísticos, que satirizam os políticos. O CQC, por exemplo, cria várias situações que os deixam expostos. E, com frequência, reforçam tais situações com trucagens em que o entrevistado, por exemplo, ganha nariz de Pinóquio ou leva uma bordoada na cara.


O Congresso em Foco conversou com o jornalista, considerado um dos representantes do humor político na atualidade. A regra do TSE já impôs limitações ao CQC. Os cartunistas do programa, encarregados de fazer as montagens na figura dos entrevistados, acabaram afastados de todo o material produzido para as eleições de outubro. Mas a previsão é que a ausência de recursos gráficos seja substituída por uma cobertura ainda mais ousada, porém com o pé na Lei eleitoral, destaca o próprio apresentador.

Para Marcelo Tas, criar regras que inibem tais programas trazem prejuízo, principalmente, para o próprio eleitor. O apresentador é categórico nas ponderações sobre a Lei eleitoral. Para ele, a legislação tem aspectos positivos, mas também peca e cria a ameaça da cobertura eleitoral amordaçada. Ele, porém, avisa: a regra não vai intimidá-lo nem limitar o CQC: “Não estou amarrado. E não devemos nos intimidar com a resolução”.

Multa

Pela resolução, a emissora de televisão que descumprir a regra estará sujeita ao pagamento de multa no valor de R$ 21.282,00 a R$ 106.410,00 duplicada em caso de reincidência. Os casos deverão ser julgados nos Tribunais Regionais eleitorais Eleitorais e poderão ser encaminhados ao tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem submetidos ao julgamento da corte.

Conheça aqui a íntegra da resolução do TSE

Veja aqui a íntegra da lei eleitoral

Outros programas de peso, e que adotam a mesma linha, também sofreram baixas em função das regras previstas pela Lei Eleitoral. O Casseta e Planeta Urgente, de Rede Globo, também deixou de lado as piadas ácidas envolvendo presidenciáveis. Embora não utilize efeitos gráficos e recursos para reforçar a sátira, o programa preferiu economizar na dose de humor contra políticos para não correr o risco de amargar um multa aplicada pela Justiça eleitoral.

Ernesto Varela

Precursor da mistura política e humor, o jornalista Marcelo Tas criou o repórter fictício chamado Ernesto Varela, nos anos 80. Varela era um repórter independente que, com seus óculos de armação vermelha, saía com o seu fiel câmera Valdeci e se enfiava em todo tipo de lugar para fazer justamente as perguntas que todo mundo tinha na cabeça, mas não tinha coragem ou não podia fazer.




Ainda durante a ditadura militar, Marcelo Tas já ousava encarnando o repórter Ernesto Varella. Varella, por exemplo, chegou na frente de Paulo Maluf quando ela era candidato à Presidência no Colégio Eleitoral enfrentando Tancredo Neves e perguntou, na lata: “O senhor é ladrão”?

Nesta entrevista ao Congresso em Foco, o apresentador do CQC abordou diversos pontos da eleição. Além de avaliar a resolução do TSE, Marcelo Tas faz uma crítica aos rumos da campanha eleitoral. Para ele, a ausência de debate é o mal que assola a eleição, que passou a ser protegida pelos instrumentos legais. O apresentador também faz críticas ácidas a personagens importantes, como o deputado José Genoino (PT-SP), e compara o período de ditadura com a atual democracia, ainda em processo de amadurecimento, como ele mesmo afirma.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Congresso em Foco - Como você avalia a determinação do TSE de impor limites à cobertura humorística nas eleições?
Marcelo Tas
- Para mim, falando de uma maneira muito direta, isso é uma limitação da liberdade de expressão. Porque numa eleição, o cartunista, por exemplo, é uma figura importante. Não só para fazer humor, mas para provocar debate. Aquele debate na rua, na padaria, no boteco. O humor é um gatilho que dispara a inteligência das pessoas. É uma lente que faz você enxergar a realidade, distorcida, é claro. Mas isso não deixa de ser realidade. É uma maneira de você provocar o assunto eleição. Então, eu lamento profundamente. Acho uma agressão à inteligência do eleitor. E até uma agressão aos jornalistas. Dizer para nós jornalistas não podemos fazer perguntas bem humoradas aos candidatos é um tratamento dado para uma criança. É como se a gente não soubesse fazer o nosso trabalho e precisasse de alguém para regulamentar a natureza das perguntas.

E como ficará a rotina de trabalho do CQC e outros programas que misturam humor e política? Haverá mais cautela nas eleições? O que muda em efeitos práticos?
Nós estamos muito atentos, com todo o suporte do setor jurídico da Band, para cumprir rigorosamente o que está na Lei. Ou seja, espaço equânime aos candidatos. Não abrir mão do direito de resposta. Mas, infelizmente, os nossos cartunistas não estão mais trabalhando. No CQC, nós temos uma equipe de cartunistas que fazem aqueles desenhos sobre a figura dos entrevistados. E os nossos cartunistas não estão trabalhando no nosso material de campanha eleitoral. Só nas outras reportagens. Eu acho isso lamentável. Porque a expressão do profissional fica tolhida. Nós somos o país do Angeli, do Chico Caruso, que são figuras atuantes nas eleições. Quantas vezes a gente não viu uma caricatura do Lula, dos generais na época da ditadura. Quantas vezes, eu mesmo, moleque, fui impactado pela caricatura de um general, isso durante a ditadura, veja você. Nesse período, os cartunistas podiam comentar, através da sua arte, a política. E agora, em plena democracia, eles não podem. Eu fico assombrado com essa falta de liberdade. Fico envergonhado como cidadão.

A ideia de impor limites à cobertura nas eleições foi pautado pelo Congresso Nacional, ano passado, durante a discussão da mini-reforma eleitoral. Candidatos que agora disputam a reeleição defenderam, publicamente, os limites na cobertura eleitoral. O que você acha disso?
Eu acredito que esses parlamentares e candidatos, que tentam limitar o acesso da população à informação, agem com um DNA muito antigo, que é o DNA do coronel-controlador. Esse comportamento ainda está muito vivo no Brasil. É o coronel que é dono da rádio, dono da televisão, dono do jornal. É um cara que não admite a liberdade de informação que a gente vive hoje, sobretudo com a internet. Esse tipo de coronel está sendo varrido do mapa pela história. Mas é claro que como ele ainda controla muitos veículos nos seus currais eleitorais. Ele quer agora decretar o fim da liberdade na internet. Pois ele acha que a internet é como o curral antigo e analógico que ele tem lá na cidade dele. Mas não é! Agora, eu confio no bom senso da Justiça brasileira.

A conversa já está encerrada e não cabe contestação, na sua avaliação?
Então ... Nós no CQC não contestamos a lei. A gente obedece a Lei. E não estamos procurando fazer uma cobertura que fira essa lei. Mesmo protestando agora como eu estou fazendo com você. Mas a gente acredita que há forma, não de burlar a lei, mas de cobrir as eleições apostando na inteligência dos candidatos, dos partidos e evidentemente dos eleitores. Porque a gente acredita que o eleitor tem interesse, sim, na política. Ele não tem interesse é naquela política formal, amordaçada e controlada. O brasileiro tem interesse, sim, nos rumos da vida dele e da sociedade. É por isso que esse tipo de limitação, na minha visão, só prejudica mais a participação da sociedade. Esse tipo de regulamentação da legisalação eleitoral, na minha visão, afasta ainda mais aquele cara que já estava cansado daquela mesma conversa. O debate eleitoral pode ser equilibrado sem deixar de ser respeitoso. Isso é exatamente o que eu acredito que a gente faça no CQC, mesmo criticando os candidatos e partidos. A gente os trata com respeito. E a gente é, sobretudo, um veículo para que eles se comuniquem com uma fatia importante do eleitorado.

Essa regra pode gerar ações contra o CQC na Justiça? Isso pode levar vocês a meterem o pé no freio?
Bom ... eu vou te dizer uma coisa. Se eu não amarelei quando tava o [general João] Figueiredo lá de presidente, eu não posso amarelar agora quando ta lá um presidente, que pra mim, representa uma pessoa que era contra os generais. Eu não quero acreditar que agora, quando o Brasil passa por uma democracia, relativamente madura, a gente vai poder ter esse tipo de medo. Ou de repressão. E eu, veja bem, estou aqui reconhecendo a importância de regular os excessos. Da picaretagem, da malícia, da criação de fatos manipulados e mentirosos. Eu acho que isso tudo tem que ser punido. Como, aliás, já aconteceu em outras eleições. Os tais dossiês, os tais vídeos apócrifos. Agora, a liberdade de crítica e debate, ela não pode ser limitada.

As eleições mal começaram e a gente sente os primeiros sinais da ausência de debate. Apenas o roteiro da acusação e denúncia. A ausência do humor não torna ainda mais caótico o pleito desse ano?
Eu acho que nós, jornalistas, não podemos fazer como os jogadores da Seleção, que botaram a culpa na Jabulani, entendeu? Não podemos botar a culpa no eleitor, na lei eleitoral. Nós temos o papel de aquecer esse debate, de questionar os candidatos. Eu acredito que o eleitor está cansado do papo furado. O eleitor não quer perder tempo com o horário eleitoral, que tem os marqueteiros falando que o mundo é todo azul, que os candidatos são lindos. Que ninguém faz plástica. Que ninguém usa peruca. Que ninguém tem disfunção erétil. Ou seja, é aquele mundo perfeito. O eleitor quer justamente o debate. Eleição, pra mim, é debate de idéias. Debate de planos, de tudo. Tem que ser um debate livre.

Mas, pelo caminhar das eleições, já percebemos que o debate está totalmente ofuscado pelas estratégias de enfrentamento e guerra verbal entre tucanos e petistas. Você tem a mesma impressão?
Eu não estou aqui defendendo candidato nenhum, mas o candidato Índio [da Costa, vice de José Serra], por exemplo, vai lá e acusa o PT de ligações com a FARC. A reação do PT é abrir um processo no tribunal da Corte Suprema. Isso que eu acho a loucura brasileira. Essa, na verdade, seria a hora do PT rebater respondendo. Debatendo a posição dele diante das FARC. E não resolver uma questão ideológica com processo. O Brasil é o único país onde isso acontece. É um tremendo retrocesso a gente achar que a democracia brasileira vai crescer porque agora a gente pode ficar processando uns aos outros. É o contrário. Isso não acontece na França, nos Estados Unidos ou na Inglaterra: um partido ser acusado e ele apresentar um processo porque alguém deu aquela declaração. Esse, na verdade, deveria ser o momento do debate. Dos esclarecimentos públicos. E não de abrir um processo para que o juiz decida se aquilo foi ou não agressão.

Pela forma como o TSE se posicionou sobre a Lei eleitoral, podemos dizer então que essa eleição será marcada pela a ausência de humor. O limite imposto intimidará as coberturas?
Eu sou um rapaz relativamente velhinho já. Cobri as diretas já. E acredito que não seja a hora, depois de tantos anos, de temermos a democracia. Ou de uma emissora ter medo da multa. Se não, é aquele jogador que não entra em campo porque tem medo do cartão amarelo ou vermelho. Uma emissora ou rádio, que tem a consciência que ela faz uma cobertura equilibrada, mesmo que seja ousada, como faz o CQC, terá consciência que faz dentro da Lei, com justiça, com bom senso, e sobretudo, aberta à crítica, que é o nosso ponto principal do CQC. O CQC está aberto o tempo inteiro para ele ser criticado inclusive pelos políticos. O [José] Genoino [deputado do PT de São Paulo], por exemplo, não fala com a gente, mas o microfone está permanentemente aberto. Inclusive para ele explicar o fato de não falar com a gente. E para mim, o Genoino é um símbolo dessa ignorância e postura autoritária. Quer dizer, ele, que para mim, eu falo inclusivamente isso pessoalmente, era o símbolo de um cara bem humorado, pois já o entrevistei várias vezes. O Genoino era o porta voz da esquerda na direita. Era ele quem falava com Delfim, ACM. Ou seja, ele era o parlamentar na acepção da palavra. Mas virou uma pessoa autoritária, amarga, e preconceituosa com relação ao humor.

Você encara a decisão do TSE como uma espécie de censura, que te deixou amarrado para a cobertura jornalística das eleições desse ano?
Eu não estou amarrado. E sugiro que ninguém deva se sentir amarrado. Por que se não, quando eu fazia reportagem em plena ditadura e o Figueiredo era o presidente, iria me sentir mais amarrado ainda. Eu não posso me sentir amarrado com a democracia atual e vigente no país. Acredito muito no bom senso do Serra, da Dilma, da Marina, do Plínio, de entenderem que nós devemos celebrar uma festa democrática. Se não, para que a gente fez todo esse avanço?

Thomaz Pires

Congresso em Foco



Relembre o Reporter Ernesto Varela


http://www.youtube.com/watch?v=fS4WWOIgzUQ


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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Comunismo e narcotráfico

No início do processo, quando as FARC começaram a ser chamadas de narco-guerrilheiras, a esquerda reagia indignada, como se fosse uma armação midiática dos conservadores .

O que mais surpreende na discussão atual sobre as relações entre as FARC e o narcotráfico, em suas repercussões no "socialismo bolivariano" e em tendências do PT e nos ditos movimentos sociais, é a dissociação que se procura estabelecer entre a idéia de socialismo/comunismo e o tráfico de drogas. No fundo, o que se procura defender é a idéia pura do socialismo/comunismo como se fosse uma idéia de tipo religioso, imune aos acidentes de sua história ou de seu percurso de realização.

As FARC foram historicamente consideradas como um grupo guerrilheiro, que retomava as posições que foram do maoísmo e do castrismo, com a ocupação de áreas ditas liberadas no campo. Eram, nesse sentido, consideradas herdeiras do marxismo-leninismo em suas versões chinesa e cubana, estando, assim, legitimadas junto à opinião pública de esquerda. Eram recebidas em fóruns internacionais, companheiras do PT na fundação do Foro de São Paulo nos anos 90 e elogiadas no Brasil até muito recentemente.

O governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, durante o I Fórum Social Mundial, em 2001, recebeu-as no Palácio Piratini. As relações do Padre Medina – espécie de representante internacional dessa organização revolucionária –com o PT são também sobejamente conhecidas.

Contudo, à medida que as atividades de tráfico de drogas foram sendo cada vez mais de domínio público, surgiu uma espécie de reação que se aproximaria da "indignação" moral, como se isso fosse uma questão de princípio da esquerda. No início desse processo, quando as FARC começaram a ser chamadas de narco-guerrilheiras, essa mesma esquerda reagia indignada, como se fosse uma armação midiática dos conservadores ou, por que não, do "imperialismo". Os fatos, porém, foram avassaladores, tornando-se indubitáveis.

Aí começou um outro processo, o de dissociar a idéia de socialismo/comunismo do narcotráfico, como se uma fronteira tivesse sido transposta, algo historicamente novo, inconcebível. Ora, a pergunta que cabe é a seguinte: será que estamos diante de algo historicamente novo para esse tipo de esquerda?

Na tradição socialista/comunista, áreas liberadas, como as das FARC na Colômbia, são áreas onde impera a lei da força, a lei do partido, em um completo desrespeito a algo como igualdade de todos ou estado de igualdade jurídica. Rege a violência dos chefes, que não medem meios para a realização de seus objetivos.

Do ponto de vista discursivo, trata-se do melhor dos mundos, o do caminho da igualdade futura entre todos os homens. Do ponto de vista real, trata-se do império da violência, a ausência completa de liberdades, as aulas de doutrinação, a fome e os mais diferentes tipos de violência cometidos pelos chefetes e pelos líderes principais.
A revolução chinesa é um bom precedente histórico. Nas áreas "liberadas", sob controle de Mao, vigorava a expropriação dos camponeses, reduzidos à mais completa miséria, à fome, às epidemias e à violência do partido que de tudo se apropriava. Os privilégios da hierarquia comunista iam das mulheres à disposição dos chefes aos alimentos extraídos de agricultores famintos.

Tudo era legitimado em função do objetivo "socialista" maior. Os que discordavam eram "pequenos burgueses", "direitistas", "agentes do imperialismo" e assim por diante. Os revolucionários de ontem tornavam-se os inimigos de hoje.

Jon Haliday e Jung Chang, em seu livro Mao: a História Desconhecida, fornecem preciosas informações sobre o que foi a dominação totalitária maoísta. Em particular, nos anos de 1941-1942, Mao – precisando de recursos para armamentos, em uma de suas zonas "liberadas"– recorreu ao comércio e cultivo de ópio.

Foi um amplo e florescente negócio, patrocinado por ele mesmo, em nome, evidentemente, da causa comunista. A área cultivada de ópio foi estimada em 12 mil hectares das melhores terras da região.

Para o seu círculo mais próximo, Mao apelidou a operação de "Guerra do Ópio Revolucionária". Assim, transplantando a situação para os dias atuais, podemos também ter a "cocaína revolucionária", tão em voga nas áreas controladas pelas FARC e abertamente cultivada na Bolívia "bolivariana" de Evo Morales.

Tais fatos foram ocultados para não denegrir a causa, a ideia de socialismo/comunismo. Assim, em nome dessa mesma ideia, milhões de pessoas foram exterminadas, sendo que qualquer contestação era imediatamente identificada a uma ação contrarrevolucionária.

Sob o domínio de Evo Morales, as razões apresentadas são "culturais", como se se tratasse somente do consumo de um chá inofensivo, quando a produção é muito maior do que as necessidades do consumo interno desse país.

Já há várias suspeitas de que a ditadura castrista esteve ou mesmo está comprometida com o tráfico de drogas. Generais revolucionários já foram acusados por essas atividades e executados supostamente por essas razões.

Assim funcionam os regimes totalitários. Patrocinam uma atividade e, para livrar-se de seus oponentes internos, dentro do próprio partido e do exército, os acusam de desviantes. É a forma mesma comunista de operação dos expurgos, modo de exercício do terror, para deixar todos os súditos subjugados, evitando qualquer contestação, qualquer abertura. Quando o regime castrista cair, saberemos a verdadeira história.

Enquanto isso, os seus defensores continuam defendendo a ideia da pureza socialista/comunista, modo de sustentar suas próprias posições, com cobertura midiática inclusive.

O problema é que, nos casos da China e de Cuba, a verdade apareceu ou aparecerá décadas depois, quando o estrago do ponto de vista de formação da opinião pública e dos jovens em particular já tiver sido feito. O que, porém, incomoda atualmente a esses mesmos setores é que estamos presenciando ao vivo, contemporaneamente aos fatos, a realização dessa ideia do socialismo/comunismo.

A indignação é pela contemporaneidade, pois essa afeta a opinião pública atual. Eis porque todos correm atrás da dissociação entre o socialismo/comunismo e o narcotráfico.

Denis Lerrer Rosenfield


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Comunismo e narcotráfico

No início do processo, quando as FARC começaram a ser chamadas de narco-guerrilheiras, a esquerda reagia indignada, como se fosse uma armação midiática dos conservadores .

O que mais surpreende na discussão atual sobre as relações entre as FARC e o narcotráfico, em suas repercussões no "socialismo bolivariano" e em tendências do PT e nos ditos movimentos sociais, é a dissociação que se procura estabelecer entre a idéia de socialismo/comunismo e o tráfico de drogas. No fundo, o que se procura defender é a idéia pura do socialismo/comunismo como se fosse uma idéia de tipo religioso, imune aos acidentes de sua história ou de seu percurso de realização.

As FARC foram historicamente consideradas como um grupo guerrilheiro, que retomava as posições que foram do maoísmo e do castrismo, com a ocupação de áreas ditas liberadas no campo. Eram, nesse sentido, consideradas herdeiras do marxismo-leninismo em suas versões chinesa e cubana, estando, assim, legitimadas junto à opinião pública de esquerda. Eram recebidas em fóruns internacionais, companheiras do PT na fundação do Foro de São Paulo nos anos 90 e elogiadas no Brasil até muito recentemente.

O governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, durante o I Fórum Social Mundial, em 2001, recebeu-as no Palácio Piratini. As relações do Padre Medina – espécie de representante internacional dessa organização revolucionária –com o PT são também sobejamente conhecidas.

Contudo, à medida que as atividades de tráfico de drogas foram sendo cada vez mais de domínio público, surgiu uma espécie de reação que se aproximaria da "indignação" moral, como se isso fosse uma questão de princípio da esquerda. No início desse processo, quando as FARC começaram a ser chamadas de narco-guerrilheiras, essa mesma esquerda reagia indignada, como se fosse uma armação midiática dos conservadores ou, por que não, do "imperialismo". Os fatos, porém, foram avassaladores, tornando-se indubitáveis.

Aí começou um outro processo, o de dissociar a idéia de socialismo/comunismo do narcotráfico, como se uma fronteira tivesse sido transposta, algo historicamente novo, inconcebível. Ora, a pergunta que cabe é a seguinte: será que estamos diante de algo historicamente novo para esse tipo de esquerda?

Na tradição socialista/comunista, áreas liberadas, como as das FARC na Colômbia, são áreas onde impera a lei da força, a lei do partido, em um completo desrespeito a algo como igualdade de todos ou estado de igualdade jurídica. Rege a violência dos chefes, que não medem meios para a realização de seus objetivos.

Do ponto de vista discursivo, trata-se do melhor dos mundos, o do caminho da igualdade futura entre todos os homens. Do ponto de vista real, trata-se do império da violência, a ausência completa de liberdades, as aulas de doutrinação, a fome e os mais diferentes tipos de violência cometidos pelos chefetes e pelos líderes principais.
A revolução chinesa é um bom precedente histórico. Nas áreas "liberadas", sob controle de Mao, vigorava a expropriação dos camponeses, reduzidos à mais completa miséria, à fome, às epidemias e à violência do partido que de tudo se apropriava. Os privilégios da hierarquia comunista iam das mulheres à disposição dos chefes aos alimentos extraídos de agricultores famintos.

Tudo era legitimado em função do objetivo "socialista" maior. Os que discordavam eram "pequenos burgueses", "direitistas", "agentes do imperialismo" e assim por diante. Os revolucionários de ontem tornavam-se os inimigos de hoje.

Jon Haliday e Jung Chang, em seu livro Mao: a História Desconhecida, fornecem preciosas informações sobre o que foi a dominação totalitária maoísta. Em particular, nos anos de 1941-1942, Mao – precisando de recursos para armamentos, em uma de suas zonas "liberadas"– recorreu ao comércio e cultivo de ópio.

Foi um amplo e florescente negócio, patrocinado por ele mesmo, em nome, evidentemente, da causa comunista. A área cultivada de ópio foi estimada em 12 mil hectares das melhores terras da região.

Para o seu círculo mais próximo, Mao apelidou a operação de "Guerra do Ópio Revolucionária". Assim, transplantando a situação para os dias atuais, podemos também ter a "cocaína revolucionária", tão em voga nas áreas controladas pelas FARC e abertamente cultivada na Bolívia "bolivariana" de Evo Morales.

Tais fatos foram ocultados para não denegrir a causa, a ideia de socialismo/comunismo. Assim, em nome dessa mesma ideia, milhões de pessoas foram exterminadas, sendo que qualquer contestação era imediatamente identificada a uma ação contrarrevolucionária.

Sob o domínio de Evo Morales, as razões apresentadas são "culturais", como se se tratasse somente do consumo de um chá inofensivo, quando a produção é muito maior do que as necessidades do consumo interno desse país.

Já há várias suspeitas de que a ditadura castrista esteve ou mesmo está comprometida com o tráfico de drogas. Generais revolucionários já foram acusados por essas atividades e executados supostamente por essas razões.

Assim funcionam os regimes totalitários. Patrocinam uma atividade e, para livrar-se de seus oponentes internos, dentro do próprio partido e do exército, os acusam de desviantes. É a forma mesma comunista de operação dos expurgos, modo de exercício do terror, para deixar todos os súditos subjugados, evitando qualquer contestação, qualquer abertura. Quando o regime castrista cair, saberemos a verdadeira história.

Enquanto isso, os seus defensores continuam defendendo a ideia da pureza socialista/comunista, modo de sustentar suas próprias posições, com cobertura midiática inclusive.

O problema é que, nos casos da China e de Cuba, a verdade apareceu ou aparecerá décadas depois, quando o estrago do ponto de vista de formação da opinião pública e dos jovens em particular já tiver sido feito. O que, porém, incomoda atualmente a esses mesmos setores é que estamos presenciando ao vivo, contemporaneamente aos fatos, a realização dessa ideia do socialismo/comunismo.

A indignação é pela contemporaneidade, pois essa afeta a opinião pública atual. Eis porque todos correm atrás da dissociação entre o socialismo/comunismo e o narcotráfico.

Denis Lerrer Rosenfield


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Alfonso Cano, líder da FARC tenta diálogo.


Por engano, esse blog retransmitiu a divulgação da prisão de Alfonso Cano, líder das Farc. Na verdade o capturado foi o "Didier", um dos homens de sua confiança. Alfonso Cano, por enquanto, continua solto. Mas é questão de tempo para que tenha o mesmo destino de seu ex-chefe, Raul Reyes.





O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, propôs o diálogo ao presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, que assume o cargo no próximo dia 7.

Em um vídeo datado de julho de 2010, divulgado pela revista Resistência, uma publicação ligada às Farc, o chefe guerrilheiro diz estar empenhado por uma saída política para o conflito armado no país, que já dura quase cinco décadas.

"O que estamos propondo hoje, mais uma vez, é que conversemos. Seguimos empenhados em buscar saídas políticas. Queremos que o governo reflita e não engane mais o país", disse Cano, que assumiu o comando do grupo em 2008 após a morte de Manuel Marulanda Velez, que fundou a guerrilha em 1966.

Cano propôs ainda debater a assinatura de um acordo militar com os EUA, que permite que os americanos controlem sete bases em território colombiano, além de discutir temas como direitos humanos e a questão dos prisioneiros de guerra.
Mais aqui.


FRONTEIRA EXPLOSIVA

Enquanto a diplomacia sul-americana discute a crise entre Colômbia e Venezuela, a situação na fronteira continua tensa. Quatro soldados morreram durante uma emboscada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Antioquia, no noroeste da Colômbia. Por outro lado, as forças de segurança obtiveram vitórias importantes com a detenção de um membro de alto escalão da guerrilha e a apreensão de explosivos.

Os soldados foram pegos em uma emboscada durante uma missão para proteger linhas de transmissão elétrica em uma região montanhosa, informou a agência EFE. Outros dois militares ficaram feridos.

Em Cali, a polícia local apreendeu uma tonelada de explosivos que seria usada pelas Farc. As autoridades não divulgaram se rebeldes foram detidos na operação.
Diário do Comércio






Veja o vídeo


Parte 01/03

Parte 02/03




Parte 03/03




http://www.youtube.com/watch?v=Fnm7trO2Liw
http://www.youtube.com/watch?v=JjCsDTG3Rwk
http://www.youtube.com/watch?v=2-_lCIQxIkI

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Alfonso Cano, líder da FARC tenta diálogo.


Por engano, esse blog retransmitiu a divulgação da prisão de Alfonso Cano, líder das Farc. Na verdade o capturado foi o "Didier", um dos homens de sua confiança. Alfonso Cano, por enquanto, continua solto. Mas é questão de tempo para que tenha o mesmo destino de seu ex-chefe, Raul Reyes.





O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, propôs o diálogo ao presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, que assume o cargo no próximo dia 7.

Em um vídeo datado de julho de 2010, divulgado pela revista Resistência, uma publicação ligada às Farc, o chefe guerrilheiro diz estar empenhado por uma saída política para o conflito armado no país, que já dura quase cinco décadas.

"O que estamos propondo hoje, mais uma vez, é que conversemos. Seguimos empenhados em buscar saídas políticas. Queremos que o governo reflita e não engane mais o país", disse Cano, que assumiu o comando do grupo em 2008 após a morte de Manuel Marulanda Velez, que fundou a guerrilha em 1966.

Cano propôs ainda debater a assinatura de um acordo militar com os EUA, que permite que os americanos controlem sete bases em território colombiano, além de discutir temas como direitos humanos e a questão dos prisioneiros de guerra.
Mais aqui.


FRONTEIRA EXPLOSIVA

Enquanto a diplomacia sul-americana discute a crise entre Colômbia e Venezuela, a situação na fronteira continua tensa. Quatro soldados morreram durante uma emboscada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Antioquia, no noroeste da Colômbia. Por outro lado, as forças de segurança obtiveram vitórias importantes com a detenção de um membro de alto escalão da guerrilha e a apreensão de explosivos.

Os soldados foram pegos em uma emboscada durante uma missão para proteger linhas de transmissão elétrica em uma região montanhosa, informou a agência EFE. Outros dois militares ficaram feridos.

Em Cali, a polícia local apreendeu uma tonelada de explosivos que seria usada pelas Farc. As autoridades não divulgaram se rebeldes foram detidos na operação.
Diário do Comércio






Veja o vídeo


Parte 01/03

Parte 02/03




Parte 03/03




http://www.youtube.com/watch?v=Fnm7trO2Liw
http://www.youtube.com/watch?v=JjCsDTG3Rwk
http://www.youtube.com/watch?v=2-_lCIQxIkI

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Ligações Óbvias

Sem -terra em protesto pró Venezuela

Militantes do MST que ocupam o Incra em Recife desde o último domingo deixaram ontem a sede da autarquia para fazer um protesto em favor da Venezuela e contra os Estados Unidos pelas ruas do centro. Com apitos, cartazes, carros de som, eles ocuparam a rua Gonçalves Maia, onde fica o Consulado dos Estados Unidos, onde queimaram a bandeira do país e atiraram lixo na sede do consulado. Os sem-terra ainda prestaram apoio à "Revolução Democrática e Pacífica Bolivariana" e " solidariedade ao Presidente Hugo Chávez, ao Governo Venezuelano e ao resistente povo da Venezuela", segundo nota divulgada.

Para o coordenador do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, o protesto teve um simbolismo:" Um dia os povos dessa América devolverão aos EUA todo o lixo que ele tem depositado em nosso continente durante décadas".

João Wainer/ Folhapress
Integrantes do MST realizam protesto em favor da Venezuela e contra os Estados Unidos, no Recife (PE).

Diário do Comércio


Farc matam 4 soldados colombianos em emboscada com explosivos O episódio ocorreu na terça-feira à noite, mas só foi divulgado nesta quinta.

Bogotá, 29 jul (EFE).- Quatro soldados morreram e outros dois ficaram feridos nas mãos de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que os emboscaram com explosivos em uma área montanhosa do noroeste da Colômbia, informaram hoje fontes militares.

As vítimas pertenciam a um grupamento de infantaria ligado à 4ª Brigada do Exército Nacional, que informou sobre o ataque em comunicado.

O episódio ocorreu na terça-feira à noite quando os militares avançavam em "uma missão tática de registro e controle militar de área" sobre a linha de transmissão elétrica entre a central hídrica de San Carlos e as jazidas de mineração de Cerro Matoso.

Diário do Comércio



Sacerdote que abençoou posse de Evo é preso com 240 kg de cocaína
Valentín Mejillones foi preso em casa processando a droga vestido com suas roupas cerimoniais.



Valentín Mejillones, o sacerdote aimará que abençoou a posse de Evo Morales em janeiro, foi preso com 240 quilos de cocaína líquido, ao lado de um casal de colombianos, nesta quinta-feira, 29.

De acordo com o diretor do departamento antinarcóticos da polícia boliviana, ele foi detido na noite de terça-feira em sua casa, em El Alto, na Grande La Paz, processando cocaína, vestindo suas roupas cerimoniais. O filho do sacerdote e um casal de colombianos ainda não identificado pela polícia estavam no local do crime.

"Fui enganado pelos colombianos, não tenho nada a ver com isso. Lhes fiz um favor, me disseram que iam fazer pastilhas de ervas e pomadas", disse o acusado.

"Não importa quem seja, a pessoa que cometeu irregularidades deve submeter-se à lei", disse o vice-presidente Alvaro Garcia. "Não foi escolhido pelo presidente, mas pelos religiosos andinos".

Segundo a polícia, a cocaína foi avaliada em US$ 300 mil. O forte cheiro de produtos químicos que exalava da casa fizeram os vizinhos acionarem as autoridades.

O sacerdote de 55 anos participou da posse do segundo mandato de Evo, em um rito andino celebrado no maior tempo arqueológico da Bolívia. Mejillones tem o título de amauta, o maior líder espiritual da religiosidade andina.

Diário do Comércio


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Ligações Óbvias

Sem -terra em protesto pró Venezuela

Militantes do MST que ocupam o Incra em Recife desde o último domingo deixaram ontem a sede da autarquia para fazer um protesto em favor da Venezuela e contra os Estados Unidos pelas ruas do centro. Com apitos, cartazes, carros de som, eles ocuparam a rua Gonçalves Maia, onde fica o Consulado dos Estados Unidos, onde queimaram a bandeira do país e atiraram lixo na sede do consulado. Os sem-terra ainda prestaram apoio à "Revolução Democrática e Pacífica Bolivariana" e " solidariedade ao Presidente Hugo Chávez, ao Governo Venezuelano e ao resistente povo da Venezuela", segundo nota divulgada.

Para o coordenador do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, o protesto teve um simbolismo:" Um dia os povos dessa América devolverão aos EUA todo o lixo que ele tem depositado em nosso continente durante décadas".

João Wainer/ Folhapress
Integrantes do MST realizam protesto em favor da Venezuela e contra os Estados Unidos, no Recife (PE).

Diário do Comércio


Farc matam 4 soldados colombianos em emboscada com explosivos O episódio ocorreu na terça-feira à noite, mas só foi divulgado nesta quinta.

Bogotá, 29 jul (EFE).- Quatro soldados morreram e outros dois ficaram feridos nas mãos de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que os emboscaram com explosivos em uma área montanhosa do noroeste da Colômbia, informaram hoje fontes militares.

As vítimas pertenciam a um grupamento de infantaria ligado à 4ª Brigada do Exército Nacional, que informou sobre o ataque em comunicado.

O episódio ocorreu na terça-feira à noite quando os militares avançavam em "uma missão tática de registro e controle militar de área" sobre a linha de transmissão elétrica entre a central hídrica de San Carlos e as jazidas de mineração de Cerro Matoso.

Diário do Comércio



Sacerdote que abençoou posse de Evo é preso com 240 kg de cocaína
Valentín Mejillones foi preso em casa processando a droga vestido com suas roupas cerimoniais.



Valentín Mejillones, o sacerdote aimará que abençoou a posse de Evo Morales em janeiro, foi preso com 240 quilos de cocaína líquido, ao lado de um casal de colombianos, nesta quinta-feira, 29.

De acordo com o diretor do departamento antinarcóticos da polícia boliviana, ele foi detido na noite de terça-feira em sua casa, em El Alto, na Grande La Paz, processando cocaína, vestindo suas roupas cerimoniais. O filho do sacerdote e um casal de colombianos ainda não identificado pela polícia estavam no local do crime.

"Fui enganado pelos colombianos, não tenho nada a ver com isso. Lhes fiz um favor, me disseram que iam fazer pastilhas de ervas e pomadas", disse o acusado.

"Não importa quem seja, a pessoa que cometeu irregularidades deve submeter-se à lei", disse o vice-presidente Alvaro Garcia. "Não foi escolhido pelo presidente, mas pelos religiosos andinos".

Segundo a polícia, a cocaína foi avaliada em US$ 300 mil. O forte cheiro de produtos químicos que exalava da casa fizeram os vizinhos acionarem as autoridades.

O sacerdote de 55 anos participou da posse do segundo mandato de Evo, em um rito andino celebrado no maior tempo arqueológico da Bolívia. Mejillones tem o título de amauta, o maior líder espiritual da religiosidade andina.

Diário do Comércio


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Uribe 'deplora' declaração de Lula


"O presidente Lula já tomou conhecimento dessas declarações e não considera apropriado que se responda a esse comunicado", disse Marcelo Baumbach,porta-voz da Presidência do Brasil. e "O presidente Álvaro Uribe deplora que o presidente do Brasil se refira à nossa situação com a Venezuela como se fosse caso de assuntos pessoais", falou César Mauricio Velásquez, porta-voz da Presidência da Colômbia.









No mesmo dia em que chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se reuniram para tentar encontrar uma saída para a crise entre Colômbia e Venezuela, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, enviou um comunicado dizendo "deplorar" os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de que o conflito entre os dois países não vai além do enfrentamento "verbal".

Coube ao porta-voz da presidência da Colômbia, César Mauricio Velásquez, ler o comunicado: "(O presidente da República Álvaro Uribe) deplora que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem cultivamos as melhores relações, se refira à nossa situação com a Venezuela como se fosse caso de assuntos pessoais". "Desconhece o presidente Lula o nosso esforço para buscar soluções através do diálogo".

Uribe mandou dizer ainda que Lula emitiu comentários "ignorando a ameaça que representa para a Colômbia e continente a presença dos terroristas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)". E reiterou as acusações contra a Venezuela: "a única solução que a Colômbia aceita (para solucionar a crise) é que não se permita a presença dos terroristas das Farc e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em seu território .

Na quarta-feira, em referência ao conflito entre os vizinhos, Lula disse que era "tempo de paz e não de guerra". "Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina", afirmou.

Lula deverá visitar Caracas em 6 de agosto e no dia seguinte participa da posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos. No começo da semana o presidente se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo de Hugo Chávez, guerrilheiros das Farc, incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

Sem comentários – O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, afirmou ontem que Lula "não acha apropriado" comentar as declarações de Uribe. Segundo ele, é necessário "ter paciência" e "calma" até o dia 7 de agosto, data da posse do sucessor: "O presidente Lula já tomou conhecimento dessas declarações e não considera apropriado que se responda. Ele lamenta a situação entre Colômbia e Venezuela"



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Uribe 'deplora' declaração de Lula


"O presidente Lula já tomou conhecimento dessas declarações e não considera apropriado que se responda a esse comunicado", disse Marcelo Baumbach,porta-voz da Presidência do Brasil. e "O presidente Álvaro Uribe deplora que o presidente do Brasil se refira à nossa situação com a Venezuela como se fosse caso de assuntos pessoais", falou César Mauricio Velásquez, porta-voz da Presidência da Colômbia.









No mesmo dia em que chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se reuniram para tentar encontrar uma saída para a crise entre Colômbia e Venezuela, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, enviou um comunicado dizendo "deplorar" os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de que o conflito entre os dois países não vai além do enfrentamento "verbal".

Coube ao porta-voz da presidência da Colômbia, César Mauricio Velásquez, ler o comunicado: "(O presidente da República Álvaro Uribe) deplora que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem cultivamos as melhores relações, se refira à nossa situação com a Venezuela como se fosse caso de assuntos pessoais". "Desconhece o presidente Lula o nosso esforço para buscar soluções através do diálogo".

Uribe mandou dizer ainda que Lula emitiu comentários "ignorando a ameaça que representa para a Colômbia e continente a presença dos terroristas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)". E reiterou as acusações contra a Venezuela: "a única solução que a Colômbia aceita (para solucionar a crise) é que não se permita a presença dos terroristas das Farc e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em seu território .

Na quarta-feira, em referência ao conflito entre os vizinhos, Lula disse que era "tempo de paz e não de guerra". "Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina", afirmou.

Lula deverá visitar Caracas em 6 de agosto e no dia seguinte participa da posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos. No começo da semana o presidente se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo de Hugo Chávez, guerrilheiros das Farc, incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

Sem comentários – O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, afirmou ontem que Lula "não acha apropriado" comentar as declarações de Uribe. Segundo ele, é necessário "ter paciência" e "calma" até o dia 7 de agosto, data da posse do sucessor: "O presidente Lula já tomou conhecimento dessas declarações e não considera apropriado que se responda. Ele lamenta a situação entre Colômbia e Venezuela"



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Onde as Farc vão ganhar força

Por Mary Anastasia O'Grady


Quando em 2008, a Colombia atacou um acampamento guerrilheiro na Fronteira com o Equador, o protesto mais estridente partiu de Caracas e não de Quito. O presidente venezuelano Hugo Chávez lamentou a morte do comandante Raul Reyes, das Farc, a quem chamou de "um bom revolucionário".

O mandatário queixou-se pela violação da soberania equatoriana e determinou que 10 batalhões de tanques fossem mobilizados para a fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, advertindo o presidente Álvaro Uribe: "Não pensem em fazer isto aqui... seria muito sério... seria a declaração de guerra!"

Na Quinta Feira, a Colômbia explicou, mesmo sendo de forma indireta, porque Chávez lançou tanta fumaça sobre a operação de 2008. Numa apresentação de duas horas diante do Conselho Permanente da OEA, o embaixador Luis Alfonso Hoyos mostrou fotografias, vídeos, mapas, imágens de satélite e documentos que, segundo a Colombia, mostram os guerrilheiros usando o territorio venezuelano como refúgio, como faziam no Equador.

Hoyos também denunciou que a Venezuela sabe da existência dos acampamentos guerrilheiros, alguns dos quais estão em seu território há muito tempo, sem oposição. De fato, algumas vezes a Guarda Nacional Venezuelana confraterniza com os rebeldes, disse Hoyos.

Com esta informação, a reação de Chávez à incursão colombiana no Equador em 2008, parece lógica. Bogotá justificou a operação porque os pedidos a Quito para perseguir os gurrilheiros em seu território, foram ignorados. Agora temos razão para acreditar que Chávez seria o próximo.
Mas Uribe lançou uma ofensiva diferente. Reuniu dados de inteligência sobre a presença das Farc na Venezuela e os lançou como uma bomba, sobre o Conselho Permanente da OEA.

Os fatos não são novos. Há anos a Colômbia se queixa, com provas suficientes, sobre o tratamento amável que a Venezuela da aos guerrilheiros das Farc. Mas apresentando as evidências do modo como fez, Uribe colocou Chávez no meio do furacão. Mais ainda, colocou o problema envolvendo os seguidores de Chávez no hemisfério.

Hoyos revelou à OEA que a Venezuela abriga cerca de 1.500 guerrilheiros em mais de 75 acampamentos. Alí eles se reagrupam depois dos ataques, se organizam, treinam e preparam explosivos. As condições deste refúgio facilitam sequestros e tráfico de drogas em ambos os lados da fronteira. E mais mortes na Colômbia. Imágens cruéis das vítimas dos guerrilheiros apareceram na tela enquanto o diplomata falava.

Hoyos não pediu sanções contra a Venezuela. Pediu que uma comissão internacional verificasse, no terreno, as denúncias da Colômbia. Prometeu que seu governo pode fornecer as "coordenadas exatas" de chácaras e fazendas onde os guerrilheiros se escondem. Argumentou: "Se lá existe apenas uma escolinha e humildes camponeses, não há problema para uma comissão internacional verificar a correção da denúncia colombiana, não é verdade?"

Isto é razoável. Mas, antes mesmo do fim da reunião da OEA, Chávez, incapaz de conter a frustração de ser envergonhado por Uribe na arena política, rompeu relações diplomáticas com a vizinha Colômbia. Disse que era o mais indicado para manater a "dignidade".

É uma tristeza para os venezuelanos, que qualquer resquício de dignidade de seu governo tenha desaparecido há muito tempo. A copiosa documentação revelada pela Colombia, foi a última humilhação sobre a credibilidade de Chávez no cenário global.

Apesar do incômodo, os chavistas e seus aliados já esperavam algo assim. Na Quarta Feira, o embaixador do Equador na OEA, que ocupava a presidência rotativa do Coselho Permanente, renunciou. Disse que o fazia porque não podia cumprir a ordem de seu governo para bloquear a apresentação da denúncia da Colombia.

O ministro de relações exteriores, Ricardo Patiño, íntimo aliado da Venezuela, que aparentemente não está familiarizado com as normas institucionais, passou a Sexta Feira atacando o Secretário Geral da OEA, José Migual Insulza, por permitir que a Colombia usasse seu direito de apresentar o caso diante da OEA.

O Departamento de Estado dos EUA, declarou que a decisão de Chávez romper relações com a Colômbia era petulante e que apoiaria a proposta da Colombia. Isto abre a possibilidade de que se forme um comitê de verificação na OEA. E também explica porque o Equador e a Argentina defendem que o caso seja levado para a Unasul, um foro sulamericano onde Uribe será superado pelo número de tiranos esquerdistas.

A Colombia tem outras opções, como solicitar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que invoque a resolução 1373, que proibe seus membros de dar refúgio a terroristas. Na semana passada o promotor geral da Colombia sugeriu que o assunto poderia ser levado à Corte Internacional de Haia.

Os seguidores de Chávez fingem estar preocupados com uma possível guerra. Mas, se a Venezuela oferece refúgio às Farc, já cometeu uma agressão contra seu vizinho. Esta é uma verdade inconveniente e difícil de escapar.

Fonte: "El Diário Exterior", 28/07/2010

Tradução: A. Montenegro

Mary Anastasia O'Gradyé Articulista de América Latina do Wall Street Journal


Alerta Total




Onde as Farc vão ganhar força

Por Mary Anastasia O'Grady


Quando em 2008, a Colombia atacou um acampamento guerrilheiro na Fronteira com o Equador, o protesto mais estridente partiu de Caracas e não de Quito. O presidente venezuelano Hugo Chávez lamentou a morte do comandante Raul Reyes, das Farc, a quem chamou de "um bom revolucionário".

O mandatário queixou-se pela violação da soberania equatoriana e determinou que 10 batalhões de tanques fossem mobilizados para a fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, advertindo o presidente Álvaro Uribe: "Não pensem em fazer isto aqui... seria muito sério... seria a declaração de guerra!"

Na Quinta Feira, a Colômbia explicou, mesmo sendo de forma indireta, porque Chávez lançou tanta fumaça sobre a operação de 2008. Numa apresentação de duas horas diante do Conselho Permanente da OEA, o embaixador Luis Alfonso Hoyos mostrou fotografias, vídeos, mapas, imágens de satélite e documentos que, segundo a Colombia, mostram os guerrilheiros usando o territorio venezuelano como refúgio, como faziam no Equador.

Hoyos também denunciou que a Venezuela sabe da existência dos acampamentos guerrilheiros, alguns dos quais estão em seu território há muito tempo, sem oposição. De fato, algumas vezes a Guarda Nacional Venezuelana confraterniza com os rebeldes, disse Hoyos.

Com esta informação, a reação de Chávez à incursão colombiana no Equador em 2008, parece lógica. Bogotá justificou a operação porque os pedidos a Quito para perseguir os gurrilheiros em seu território, foram ignorados. Agora temos razão para acreditar que Chávez seria o próximo.
Mas Uribe lançou uma ofensiva diferente. Reuniu dados de inteligência sobre a presença das Farc na Venezuela e os lançou como uma bomba, sobre o Conselho Permanente da OEA.

Os fatos não são novos. Há anos a Colômbia se queixa, com provas suficientes, sobre o tratamento amável que a Venezuela da aos guerrilheiros das Farc. Mas apresentando as evidências do modo como fez, Uribe colocou Chávez no meio do furacão. Mais ainda, colocou o problema envolvendo os seguidores de Chávez no hemisfério.

Hoyos revelou à OEA que a Venezuela abriga cerca de 1.500 guerrilheiros em mais de 75 acampamentos. Alí eles se reagrupam depois dos ataques, se organizam, treinam e preparam explosivos. As condições deste refúgio facilitam sequestros e tráfico de drogas em ambos os lados da fronteira. E mais mortes na Colômbia. Imágens cruéis das vítimas dos guerrilheiros apareceram na tela enquanto o diplomata falava.

Hoyos não pediu sanções contra a Venezuela. Pediu que uma comissão internacional verificasse, no terreno, as denúncias da Colômbia. Prometeu que seu governo pode fornecer as "coordenadas exatas" de chácaras e fazendas onde os guerrilheiros se escondem. Argumentou: "Se lá existe apenas uma escolinha e humildes camponeses, não há problema para uma comissão internacional verificar a correção da denúncia colombiana, não é verdade?"

Isto é razoável. Mas, antes mesmo do fim da reunião da OEA, Chávez, incapaz de conter a frustração de ser envergonhado por Uribe na arena política, rompeu relações diplomáticas com a vizinha Colômbia. Disse que era o mais indicado para manater a "dignidade".

É uma tristeza para os venezuelanos, que qualquer resquício de dignidade de seu governo tenha desaparecido há muito tempo. A copiosa documentação revelada pela Colombia, foi a última humilhação sobre a credibilidade de Chávez no cenário global.

Apesar do incômodo, os chavistas e seus aliados já esperavam algo assim. Na Quarta Feira, o embaixador do Equador na OEA, que ocupava a presidência rotativa do Coselho Permanente, renunciou. Disse que o fazia porque não podia cumprir a ordem de seu governo para bloquear a apresentação da denúncia da Colombia.

O ministro de relações exteriores, Ricardo Patiño, íntimo aliado da Venezuela, que aparentemente não está familiarizado com as normas institucionais, passou a Sexta Feira atacando o Secretário Geral da OEA, José Migual Insulza, por permitir que a Colombia usasse seu direito de apresentar o caso diante da OEA.

O Departamento de Estado dos EUA, declarou que a decisão de Chávez romper relações com a Colômbia era petulante e que apoiaria a proposta da Colombia. Isto abre a possibilidade de que se forme um comitê de verificação na OEA. E também explica porque o Equador e a Argentina defendem que o caso seja levado para a Unasul, um foro sulamericano onde Uribe será superado pelo número de tiranos esquerdistas.

A Colombia tem outras opções, como solicitar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que invoque a resolução 1373, que proibe seus membros de dar refúgio a terroristas. Na semana passada o promotor geral da Colombia sugeriu que o assunto poderia ser levado à Corte Internacional de Haia.

Os seguidores de Chávez fingem estar preocupados com uma possível guerra. Mas, se a Venezuela oferece refúgio às Farc, já cometeu uma agressão contra seu vizinho. Esta é uma verdade inconveniente e difícil de escapar.

Fonte: "El Diário Exterior", 28/07/2010

Tradução: A. Montenegro

Mary Anastasia O'Gradyé Articulista de América Latina do Wall Street Journal


Alerta Total




Carta de Alejandro Peña Esclusa ao candidato José Serra

Alejandro Peña Esclusa | 28 Julho 2010

O prisioneiro político Alejandro Peña Esclusa dá uma alerta a José Serra, relembrando atitudes de Lula que confirmam a aliança PT-Farc. Nivaldo Cordeiro, em vídeo, destaca que o PSDB deve abandonar sua histórica pusilanimidade em relação ao PT, ao MST, e à ascensão ao poder político do narcoterror na América Latina.

Senhor,

Dr. José Serra

Candidato à Presidência

República Federativa do Brasil.

Tenho o prazer de dirigir-me ao senhor, na oportunidade de respaldar plenamente suas recentes declarações públicas a respeito dos vínculos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de Hugo Chávez com as FARC.

O PT é o fundador e principal promotor do Foro de São Paulo (FSP), organização à qual pertencem as FARC desde o primeiro dia de sua criação, em julho de 1990, enquanto que Chávez inscreveu-se cinco anos mais tarde, em maio de 1995.

Embora o Secretário Geral do Foro de São Paulo, Valter Pomar, se empenhe em negá-lo, lhe asseguro que as FARC continuam pertencendo ao FSP até o dia de hoje. Sobre isso, há abundantes provas públicas.

Desejo chamar sua atenção sobre as declarações dadas pelo presidente Lula, líder máximo do PT, no passado 29 de abril de 2009 (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1101952-5602,00-LULA+SUGERE+AS+FARC+CRIAR+PARTIDO+PARA+CHEGAR+AO+PODER.html e http://www.unoamerica.org/unoPAG/noticia.php?id=377), nas quais propôs às FARC transformarem-se em partido político e participar em eleições, evitando dizer que se trata de um grupo terrorista que assassina, seqüestra, extorque e trafica drogas. Esta posição só é explicável pela afinidade ideológica que existe entre o PT e as FARC.

Quanto a Chávez, o senhor tem razão quando afirma que "até as árvores sabem" de seus nexos com as FARC. O próprio Chávez os tornou públicos quando pediu um minuto de silêncio pela morte de "Raúl Reyes", e ao permitir a presença na Venezuela de estátuas de Manuel Marulanda "Tirofijo".

As denúncias do governo colombiano na recente Sessão Extraordinária da OEA, sobre a presença de acampamentos das FARC na Venezuela, só vieram reconfirmar o que "até as árvores" já sabiam.

Desde 1995 venho denunciando os vínculos de Chávez com a guerrilha colombiana. O acusei penalmente por isso e apresentei provas sobre o tema em cenários internacionais, inclusive no Brasil.

Queria convidá-lo a aprofundar seus conhecimentos sobre o Foro de São Paulo. Estou certo de que lhe será de grande utilidade não só em sua campanha, mas na segurança e defesa de sua pátria.

Despeço-me desejando-lhe o melhor dos êxitos em seus projetos.

Muito atenciosamente,

Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica

Autor do livro "O Foro de São Paulo, uma ameaça continental"

Prisioneiro político


Mídia Sem Mascara


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Carta de Alejandro Peña Esclusa ao candidato José Serra

Alejandro Peña Esclusa | 28 Julho 2010

O prisioneiro político Alejandro Peña Esclusa dá uma alerta a José Serra, relembrando atitudes de Lula que confirmam a aliança PT-Farc. Nivaldo Cordeiro, em vídeo, destaca que o PSDB deve abandonar sua histórica pusilanimidade em relação ao PT, ao MST, e à ascensão ao poder político do narcoterror na América Latina.

Senhor,

Dr. José Serra

Candidato à Presidência

República Federativa do Brasil.

Tenho o prazer de dirigir-me ao senhor, na oportunidade de respaldar plenamente suas recentes declarações públicas a respeito dos vínculos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de Hugo Chávez com as FARC.

O PT é o fundador e principal promotor do Foro de São Paulo (FSP), organização à qual pertencem as FARC desde o primeiro dia de sua criação, em julho de 1990, enquanto que Chávez inscreveu-se cinco anos mais tarde, em maio de 1995.

Embora o Secretário Geral do Foro de São Paulo, Valter Pomar, se empenhe em negá-lo, lhe asseguro que as FARC continuam pertencendo ao FSP até o dia de hoje. Sobre isso, há abundantes provas públicas.

Desejo chamar sua atenção sobre as declarações dadas pelo presidente Lula, líder máximo do PT, no passado 29 de abril de 2009 (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1101952-5602,00-LULA+SUGERE+AS+FARC+CRIAR+PARTIDO+PARA+CHEGAR+AO+PODER.html e http://www.unoamerica.org/unoPAG/noticia.php?id=377), nas quais propôs às FARC transformarem-se em partido político e participar em eleições, evitando dizer que se trata de um grupo terrorista que assassina, seqüestra, extorque e trafica drogas. Esta posição só é explicável pela afinidade ideológica que existe entre o PT e as FARC.

Quanto a Chávez, o senhor tem razão quando afirma que "até as árvores sabem" de seus nexos com as FARC. O próprio Chávez os tornou públicos quando pediu um minuto de silêncio pela morte de "Raúl Reyes", e ao permitir a presença na Venezuela de estátuas de Manuel Marulanda "Tirofijo".

As denúncias do governo colombiano na recente Sessão Extraordinária da OEA, sobre a presença de acampamentos das FARC na Venezuela, só vieram reconfirmar o que "até as árvores" já sabiam.

Desde 1995 venho denunciando os vínculos de Chávez com a guerrilha colombiana. O acusei penalmente por isso e apresentei provas sobre o tema em cenários internacionais, inclusive no Brasil.

Queria convidá-lo a aprofundar seus conhecimentos sobre o Foro de São Paulo. Estou certo de que lhe será de grande utilidade não só em sua campanha, mas na segurança e defesa de sua pátria.

Despeço-me desejando-lhe o melhor dos êxitos em seus projetos.

Muito atenciosamente,

Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica

Autor do livro "O Foro de São Paulo, uma ameaça continental"

Prisioneiro político


Mídia Sem Mascara


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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Manifesto à Nação

Manifesto à Nação XLV



O art. 334, do Código de Processo Civil estatui:


Art. 334. Não dependem de prova os fatos:


I – notórios


II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;


III – admitidos, no processo, com incontroversos;


IV – em cujo favor milita presunção legal de existência o de veracidade.


A norma é de direito processual e não de direito eleitoral.


Todavia, aplica-se subsidiariamente no caso das declarações do deputado Índio da Costa, vice de José Serra à presidência da República.


Asseverou Índio da Costa que o PT tem ligações com a Farc e que Dilma Rousseff, quando ministra da Casa Civil contratou a esposa de Olivério Medina para trabalhar no Ministério da Pesca.


Ora, Olivério Medina é notório representante das Farcs – embaixador informal da guerrilha e fazia ligação com José Dirceu, Gilberto Carvalho, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Paulo Vannuchi.


Olivério é o mesmo do churrasco em Brasília e suposto doador de fundos provenientes das Farcs para a campanha do presidente Lulla e, embora ligado com a narcoguerrilha, recebeu asilo político no Brasil e sua mulher emprego público.


Vale notar que o Foro São Paulo teve entre seus fundadores o presidente Lulla, Fidel Castro e as Farc que dele se afastaram após a eleição de Lulla para não prejudicar o companheiro presidente.


Também é fato notório que Lulla deixou se fotografar com um colar de folhas de coca, o que, por si só, é proselitismo do uso de drogas.


Coincidentemente o consumo de coca explodiu no Brasil, inobstante os esforços da policia federal para contê-lo.


A conseqüência é óbvia, o Comando Vermelho e o PCC são os grandes clientes das Farcs. (vide depoimento de Fernadinho Beira Mar), trocando entorpecente por armas para implantar na Colômbia, pelas armas, o marxismo do século XXI.


Como se vê, não houve baixaria no nível da campanha eleitoral, mas baixaria na conduta do PT e de sua candidata, bem como do seu estamento.


O apóio do PT, Lulla e Dilma a Evo Morales, no episódio do confisco da refinaria da Petrobrás e concessão de verbas para construção de estrada na Bolívia (apelidada de transcocaleira); o apóio do Brasil à Venezuela de Hugo Chaves, que abriga em seu território guerrilheiros das Farcs; o apóio à ilha cárcere – Cuba -, injuriando os presos políticos ao chamá-los de bandidos comuns; o apóio à ditadura sanguinária do Irã, tudo isto dá a perfil moral do PT e de sua candidata, contumaz violadora da Lei Eleitoral.


Faltou dizer que a teimosia do Governo Federal em negar a extradição do terrorista italiano e dar asilo político a Olivério, demonstra a proximidade do PT, de sua candidata e do presidente Lulla com as Farcs.


E torna fato público e notório que esse malsinado grupo, vide a nossa política externa, entrou em entendimento com país estrangeiro e com organização narco-guerrilheira nele existente, capaz de gerar conflito de caráter internacional entre o Brasil e qualquer outro país, ou para lhes perturbar as relações diplomáticas.


Cabe, ainda, destacar que fotos comprovam que as Farcs têm acampamentos militares em território venezuelano, o que, “ipso fato”, revela a ligação entre Hugo Chaves e o grupo narco- guerrilheiro.


O encontro pela Polícia Federal de bases das Farcs na Amazônia, a exemplo das encontradas no Equador é tentativa de submeter o território nacional, ou parte dele, à soberania estrangeira.


Logo, há violação pelos lideres do PT aos art. 141 e 142, do Código Penal Militar.


Valem mais no Brasil, dominado pelo PT & Cia., as versões do que os fatos, que o Nobre Deputado Índio Costa denunciou, embora se trate de fatos públicos e notórios e que, portanto, independem provas.


Mas, num país que está triste por ser a oitava nação do mundo em futebol e não se envergonha em ser a octogésima quinta em educação, demonstrada está, nitidamente, a inversão de valores que aqui impera.


A classificação do Brasil no ranque cultural, auxiliada pela Bolsa Família explica a popularidade do Lulla e do PT nas classes mais pobres, enquanto os escândalos políticos financeiros a justificam nas classes venais.


E esses altos índices de aprovação do presidente e seu partido cooptam os interesseiros e atemorizam os que têm o dever legal mantê-lo obediente à Lei.


Convém, pois, para o assalto ao poder, manter a ignorância e a corrupção.


Como se vê, tudo quanto disse o Deputado Índio da Costa são fatos públicos e notórios e, por força de lei, independem de prova.



Vinícius Ferreira Paulino

Mestre Maçom - Membro da Loja “Minerva Paulista”


Marco Antonio Lacava

Mestre Maçom - Membro da Loja “Minerva Paulista”



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